8.22.2005

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós


Há algum tempo que não ouvia esta musica, gostei de a ter ouvido ontem contigo e ainda por cima em vinil...

8.14.2005

se...

Se eu voar sem saber onde vou
se eu andar sem conhecer quem sou
se eu falar e a voz soar com a amanhã
eu sei...

se eu beber dessa luz que apaga
a noite em mime se um dia eu disser
que já não quero estar aqui
só Deus sabe o que virá
só Deus sabe o que será
não há outro que conhece
tudo o que acontece em mim

se a tristeza é mais profunda que a dor
se este dia já não tem sabor
e no pensar que tudo isto já pensei
eu sei...

se eu beber dessa luz que apaga
a noite em mim
e se um dia eu disser
que já não quero estar aqui
na incerteza de saber
o que fazer, o que querer
mesmo sem nunca pensar
que um dia o vá expressar
não há outro que conhece
tudo o que acontece em mim

8.06.2005

Só pra dizer que te amo...

O amor é paciente, é bondoso; a amor não é invejoso, não é arrogante, não se ensoberbece, não é ambicioso, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda ressentimento pelo mal sofrido, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?
(Fernando Pessoa)

Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.
O amor é uma actividade, não um afecto passivo; é um acto de firmeza, não de fraqueza...é propriamente dar, e não receber.
(Erich Fromm)

Não confundir o amor com a paixão dos primeiros momentos, que pode desaparecer. O verdadeiro carinho cresce na medida em que os dois estão mais unidos, porque partilham mais. Mas para partilhar é preciso dar. Dar é a chave do amor. Amor significa sempre entrega, dar-se ao outro. Só pelo sacrifício se conserva o amor mútuo, porque é preciso aprender a passar por alto os defeitos, a perdoar uma e outra vez, a não devolver mal por mal, a não dar importância a uma frase desagradável, etc. Por isso o amor também significa exceder-se, fazer mais do que é devido.

One More Try

I've had enough of danger
And people on the streets
I'm looking out for angels
Just trying to find some peace
Now
I think it's time
That you let me know
So if you love me
Say you love me
But if you don't
Just let me go

Cause teacher
There are things that
I don't want to learn
And the last one I had
Made me cry
So I don't want to learn to
Hold you, touch you
Think that you're mine
Because there ain't no joy
For an uptown boy
Whose teacher has told him goodbye
Goodbye
Goodbye

When you were just a stranger
And I was at your feet
I didn't feel the danger
Now I feel the heat
That look in your eyes
Telling me no
So you think that you love me
Know that you need me
I wrote the song,
I know it's wrong
Just let me go

Oh the last one I had
Made me cry
So I don't want to learn to
Hold you, touch you
Think that you're mine
Because there ain't no joy
For an uptown boy
Whose teacher has told him goodbye
Goodbye
Goodbye

So when you say that you need me
That you'll never leave me
I know you're wrong, you're not that strong
Let me go

And teacher
There are things
That I still have to learn
But the one thing
I have is my pride
Oh so I don't want to learn to
Hold you, touch you
Think that you're mine
Because there ain't no joy
For an uptown boy
Who just isn't willing to tryI'm so cold
Inside
Maybe just one more try

George Michael

Valsa dos Detectives

Tem medo do escuro tal criança sem futuro
è falso velhaco cobarde armado em duro

Vai pelo mundo guiado pela mão
Até depois de morto dá 1 volta no caixão

Treme e vacila nem na cama está seguro
Teme que alguém o chame geme sofre de medo puro

Evita o olhar dos mortais que o rodeiam
Esconde-se em mentiras que mesquinhas serpenteiam

É só paranóia mania da perseguição
Desconfia de todos resulta da sua traição

GNR

8.05.2005

Dignidade Humana

Após dois dias de internamento no Hospital Condes de Castro Guimarães -Cascais, vi como a dignidade humana acaba no momento, que entramos para as urgências deste hospital, vi como são tratadas pessoas de avançada idade, que já muito passaram na vida, e são ali tratadas como coisas, objectos...
Sei que estar de serviço em urgências hospitalares não deve ser fácil, até porque vi de tudo, sei que médicos, enfermeiras e pessoal auxiliar apanham ali com muitas pessoas que não merecem sequer terem algum tipo de tratamento,agora pessoas de idades muito avançadas, serem tratadas como eu vi, fez me muito confusão, especialmente pensei, que a minha mãe, ou a bisavó dos meus filhos um dia também podem ser tratadas assim...