Certinho como o destino

«O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos.A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida.Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria.Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. (.)O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. (.)A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.Diz-se por toda a parte: o país está perdido!»
1871, Eça de Queirós.
Somos um povo tão previsivel, que até ele já adivinhava em 1871, qual iria ser a situação actual do nosso País.
:(
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Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, Qualquer Um pode Começar agora e fazer um Novo Fim
1 Comments:
Era o Jules Verne português. Aconselho-te a leitura do "Sermão de Santo António aos peixes", do Padre António Vieira, de 1654!!! Retrata a sociedade portuguesa de então. De aí para cá, pouco mudou.
Abraço.
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